A reportagem sobre NOROVIRUS em navios de Cruzeiros que passou no Telejornal da RTP1 e onde participei, é rigorosa e ajudou a desmistificar a problemática, em peça feita pela jornalista Ana Serapicos.
Um navio é uma comunidade de 5.000, 6.000, 10.000 pessoas, o hospital viaja connosco a bordo, com todas as valências e ainda com a possibilidade de qualquer doente ser transportado por helicóptero.
Numa localidade com o mesmo número de habitantes, e no caso de ter Centro de Saúde, seguramente não está disponível aos fins de semana, nem 24h por dia, e o mais certo é não ter as condições para receber e controlar um surto. Se for necessário recorrer-se a um hospital, provavelmente estará a dezenas de kms e a depender de ambulância.
Norovírus, para quem não conhece a cadeira de transmissão e de interrupção pode ser um "bicho de sete cabeças".
Inicialmente, os meios de comunicação social deram notícias sobre Norovírus e a proximidade com as notícias do Hantavírus a bordo, trouxe à memória imagens, novamente, receios e até desconhecimento sobre a sua propagação.
As redes sociais deram voz a muito desconhecimento, como acontece em muitos outros temas.
O norovírus pode ocorrer praticamente em qualquer lugar onde haja pessoas em proximidade. Os surtos são muito mais comuns em ambientes fechados, com partilha de espaços, alimentos ou superfícies.
O norovírus acontece mais frequentemente em:
O Norovirus é um dos principais agentes, altamente contagioso e transmite‑se por via fecal‑oral, por superfícies contaminadas, alimentos ou água, e até por aerossóis de vómito. Uma quantidade mínima de partículas já é suficiente para causar infeção. Além disso, o vírus é resistente ao calor, ao cloro e ao ambiente, o que facilita a sua persistência.
Basta uma quantidade mínima de partículas com o vírus para causar infeção.
A Higiene pessoal é obrigatórias e a bordo temos dispensadores de álcool gel na entrada e passagem de áreas publicas, (teatros, buffets, bares, ginásios, áreas de spa etc. e nas áreas de alimentação o uso obrigatório é reforçado com a presença de elemento de tripulação a incentivar, os famosos tripulantes "washi-washi" sempre bem-dispostos e que motivam todos os hóspedes a higienizarem as mãos.
Nos buffets e após a pandemia do coronavírus em 2020, o nosso contacto com os alimentos e o seu doseamento ficou altamente limitado, sendo o funcionário desse espaço que coloca no prato o que queremos comer e quantidade pretendida.
Um navio de cruzeiros, qualquer que seja a sua capacidade, é como uma cidade da mesma dimensão, tem todas as valências, alojamento, espaços de animação bares, teatros, restaurantes, equipamentos desportivos e de bem-estar e sem exceção, tem hospital com presença de corpo clinico.
A operação de um navio de cruzeiro está sujeita às normas da CLIA – Cruise Lines International Association e às orientações do American College of Emergency Physicians (ACEP), que estabelecem requisitos mínimos para a equipa médica a bordo.
As diretrizes internacionais recomendam:

Atualmente em navios com maior número de hóspedes e tripulantes, podendo chegar às 10.000 pessoas, o número de profissionais de saúde pode subir.
Em 2026 concluirei o meu cruzeiro número 110, entre cruzeiros Fluviais, Marítimos e de Expedição em quase todos os mares, e em 16 companhias diferentes, vou continuar a fazer cruzeiros a confiar na segurança sanitária a bordo.
Obrigado Claudina Oliveira, pelo seu testemunho. Por vezes surgem alarmismos que não passam disso mesmo, mas depois suficientemente explicados técnico e cientificamente, são entendíveis por todos e relativizados.
Gostei muito do artigo e já fiz alguns cruzeiros ao longo dos anos e nunca fiquei doente pelo noro vírus e nunca presenciei nenhum surto abordo. Mas, tenho sempre cuidados redobrados com a lavagem e desinfecção das mãos. Nas escolas onde lecionei já presenciei vários surtos. Partilho a opinião do amigo Fernando, não vou deixar de fazer cruzeiros.
- FernandoJSantos - A contemplação do MAR e o imaginário sobre VIAJAR para OUTRAS PARAGENS, conhecer outras CULTURAS e viver novas eXperiências levou-me a fazer o primeiro cruzeiro há cerca de 20 anos. A criação do infoCruzeiros (primeiro portal de cruzeiros em português) com muitos milhares de seguidores e contribuidores ativos; Ter dado Formação Certificada para Ag. de Viagens (APAVTform); Ter sido Autor e Produtor da série de TV - CRUZEIROS, na SIC Noticias e SIC Internacional, o que ajudou a conhecer pessoas fantásticas e destinos fabulosos pelo mundo, durante dois anos; Ter fundado a GlobalSea, Ag. de Viagens Especialista no Turismo de Cruzeiros, foi determinante para ser frequentemente convidado a partilhar Estórias em escolas técnicas e universidades e com regularidade escrever artigos e conversar com os meios de comunicação generalistas e de turismo. Assim, ultrapassei a barreira dos 105 cruzeiros, entre viagens em muitas companhias de cruzeiros, apresentações de novos navios e inaugurações de navios de cruzeiros em muitos paragens de Oeste a Leste e de Norte a Sull, tendo navegado em 14 companhias de cruzeiros diferentes e ter estado em mais de 180 portos marítimos e fluviais. Sou Viajante de Cruzeiros e Destinos, e continuo a precisar de Contemplar o Mar e querer Conhecer Novas Culturas e Pessoas!
Prémio "Leading MSC Yacht Club Agency Winner" é da GlobalSea CruiseXperts
1º lugar nos prémios MSC Cruzeiros Portugal Yacht Club
Notícias | Há 8 meses
O novo “Barco do Amor” da Princess Cruises com elegância e qualidade
Notícias | Há 8 meses
A Cerimónia de Nomeação será no novo terminal de cruzeiros da MSC, em Miami
Notícias | Há 1 ano
Grupo GEA Portugal e a GlobalSea CruiseXperts lançam Formação em Cruzeiros
Notícias | Há 1 ano
Direitos de autor© 2026 GlobalSea, Lda Todos os direitos reservados
RNAVT 3445